Do caos à elegância: saída de Zubeldía e volta de Crespo mudam o perfil do São Paulo

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da apostaganha: A pausa de quase um mês entre a saída de Luis Zubeldía e a chegada de Hernán Crespo ao comando técnico do São Paulo não representa apenas uma troca de nomes no banco de reservas.

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da winzada777: Representa a transição entre dois estilos opostos, quase antagônicos, na forma de vestir, de se comportar e de interpretar o futebol. Mesmo que dividam a nacionalidade, sendo os dois argentinos, o torcedor tricolor estará diante a um cenário totalmente diferente que começa na estética e no comportamento.

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Luis Zubeldía, ex-técnico do São Paulo, com uma estética despojada (e até improvisada), tinha um comportamento muito característico na beira do campo.

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Não precisava de muito para entender como isso funcionava. Das arquibancadas ou tribunas de imprensa, Zubeldía era inquieto, partia para cima quando constetava algo – e não à toa que deixou o Tricolor com um número de cartões que chamava atenção: somente nesta temporada, foram 15 cartões, sendo 14 amarelos e uma expulsão.

Do outro lado, chega Crespo. Mesmo que na sua primeira passagem não tenha conhecido as noites de Morumbis lotado com a torcida inflamada, tinha um comportamento muito mais calmo. Aquela sua primeira trajetória, que trouxe a conquista do Paulista de 2021, ficou eternizada por frases de efeito que buscavam tocar o emocional do elenco e da torcida. A mais simbólica delas virou homenagem no vestiário: “Onde não chegam as pernas, chegará o coração.”

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Em sua primeira passagem pelo clube, entre 2021 e 2022, Crespo acumulou apenas dois cartões amarelos em 53 partidas, números que sintetizam seu estilo mais calmo e racional à beira do gramado.

Se o recorte de Zubeldía em 2025 chama atenção, ao pegar seu pouco mais de um ano de trabalho como referência, vai além: foram 74 jogos pelo São Paulo, com 31 cartões amarelos e 3 vermelhos, segundo números do Sofascore.

Crespo x Zubeldía: um lado estético totalmente oposto

Dizem que a imagem pessoal reflete a personalidade. E, ao comparar os visuais de Crespo e Zubeldía, essa ideia ganha ainda mais força.

Meias por cima da calça, semblante constantemente fechado, uniforme completo e os longos cabelos. Isso marcava a “identidade visual” de Zubeldía. Crespo chega em outro conceito. Se no passado, como jogador, ostentava cabelos longos e um estilo mais rebelde, que até se aproximava visualmente do Zubeldía atual, hoje Crespo é a imagem da sobriedade.

Hernán Crespo, apresentado oficialmente nesta segunda-feira (24), retorna ao Morumbi trazendo exatamente o oposto do compatriota. Com um terno bem cortado que exibia discretamente o escudo do São Paulo na lapela. E ao resgatar as imagens da temporada em que fez história, mesmo com um estádio vazio, sempre estava “na estica”.

A saída de Zubeldía foi barulhenta para a torcida do São Paulo. O Morumbis passou a ecoar vaias e críticas, e a pressão externa crescia a cada jogo. Diante do cenário, o próprio argentino decidiu entregar o cargo.

Se a imagem comunica, hoje o torcedor tricolor enxerga algo diferente. A nacionalidade em comum não basta para aproximar Zubeldía e Crespo. Agora, o que se vê é um viés de reconstrução, com mais calma, serenidade e um discurso alinhado à retomada de confiança.

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